Abayomi Ateliê é o resultado de um encontro precioso entre Laís Fernanda, Marisa Souza, Pamela Rosa e Karine Ramos. Juntas, elas produzem, desenham, costuram, grafitam e ainda coordenam um espaço artístico que traz eventos culturais para a zona leste. Quando questionadas sobre quem vai falar, a resposta é rápida: “Aqui geral fala, é capaz de vir até do quintal gritando”, ri Pamela, uma das coordenadoras.

por Karoline Maia - divulgação

Antes de formar o Abayomi Ateliê, elas eram, e ainda são, de um grupo que se reunia em espaços públicos, ao redor de fogueiras, movido a muita arte. Os planos feitos nestes encontros eram sempre adiados. “No final, a gente falava: isso vai ser quando a gente tiver um espaço, né?”, lembra Laís.

Até que surgiu a oportunidade de alugar o local onde hoje se encontram. Elas sempre tiveram a certeza de que tudo deveria acontecer ali mesmo, em Ermelino Matarazzo, “O centro está abarrotado de coisa, a ideia era trazer tudo que tinha lá pra perto da gente”, afirma Pamela. Além disso, elas garantem que os pontos positivos de se ter um espaço na periferia são dois: economia no aluguel e proximidade. Existe, no entanto, uma forte intenção de levar as produções realizadas na periferia para o centro. “Mas a raiz é aqui”, diz Marisa.

O carro-chefe do grupo são as roupas customizadas, acessórios e telas.O público que consome as produções é diversificado, de jovens à terceira idade. Todos com a mesma motivação: ficam instigados a comprar pela singularidade das peças. “A gente transporta o grafite para o tecido”, explica Marisa.

Mas o espaço também é de música. A parte de cima do ateliê abriga um estúdio, o João de Barro. O projeto foi contemplado pelo VAI, programa de Valorização de Inciativas Culturais, durante dois anos.

As influências sonoras são muitas, mas o mangue beat de Chico Science interfere de forma direta nesta relação entre música e moda. Além da batida recifense, as referências também podem vir de pessoas que trabalham com grafites e arte de rua que podem se tornar ilustrações.

Já foram realizados quatro desfiles no local, sempre fora de temporada. O nome do primeiro foi “No Frio Também tem Calor”, que ressaltava a inconstância de temperatura da cidade.

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