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Texto: Kayam Mendes
Arte: Eduardo Medeiros

Quando entra na corrente sanguínea, a bebida alcoólica é transportada para todo o corpo, inclusive para o cérebro. No sistema nervoso, sua ação é bastante complexa e ainda não totalmente conhecida. Mas o fato é que, consumida de maneira indevida, ela bagunça o coreto e nos faz pagar micos históricos. Veja o que pode acontecer na cabeça de quem perde a linha na zoeira. 

Assim que alcança a cachola, o álcool tem uma ação depressora sobre os neurônios inibidores, o que leva à excitação. Se o álcool diminui a inibição, a pessoa fica desinibida. Não à toa, a pessoa logo fica relaxada. No começo é só alegria…

… Mas animação costuma durar pouco. Ao seguir tomando, aumenta no cérebro a liberação de outro neurotransmissor, o GABA (ácido gama-aminobutírico). Como ele deixa os neurônios preguiçosos, adeus coordenação e autocontrole.

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Quanto mais birita para dentro, mais áreas da massa cinzenta podem ser afetadas:

Córtex frontal: é ele o responsável pelo nosso censo crítico. Quando o sujeito bebe, não consegue pensar com clareza e perde a noção do que deve fazer ou dizer. Daí, acaba chamando urubu de meu loro.

Medula: ela rege funções como a respiração, o estado de consciência e a temperatura corporal. O álcool dá sonolência, diminui a frequência respiratória e baixa a temperatura do corpo. Sintomas que em nada se ligam ao conceito de diversão, né?

Sistema límbico: é a unidade que controla as nossas emoções. Doses exageradas podem provocar desde ataques de raiva até crises de choro. E bem na frente da gatina (o) em que você tava interessado (a).

Bulbo cerebal: é ele quem comanda a circulação. A bebida alcoólica afeta essa área, diminuindo a pressão arterial. Resultado: possíveis enjoos e vômitos.

Hipocampo: essa é a parte do cérebro onde são registradas as memórias. Encharcada pelo álcool, ela não fica livre para exercer plenamente suas funções e você pode se esquecer do que fez no dia anterior. Vai que a lembrança é boa? #perdeuplayboy

O consumo do álcool pode prejudicar os neurônios e com isso causar deficiências de memória e atenção. Aí voce vai mal na escola e não sabe o porquê. 

NR03_PORDENTRO.indd ALERTA!

Pequenas doses: o sujeito perde a vergonha, fala mais, se sente mais corajoso e disposto – e corre mais riscos.

Altas doses: o cara fica se achando, fala demais, pensa que virou o super-homem e fica malzão no dia seguinte.

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