“Na periferia, você vale o que tem, mano”.

Podia ser apenas uma citação de “1 por amor, 2 por dinheiro” dos Racionais Mc’s, mas a frase saiu da boca de outra nome conhecido do Capão Redondo – o escritor e fundador da marca 1dasul Ferréz. Ferréz foi um dos manos entrevistados na nossa grande reportagem sobre identidade, consumo e juventude periférica. Uma investigação feita sobre jovens da quebrada por jovens da quebrada e que acabou levantando várias questionamentos sobre nossa própria identidade.

Pra contarmos essa história, corremos atrás de dois personagens que fogem do estereótipo que costuma ser a cobertura das quebradas na grande mídia: Denis, um jovem evangélico de Americanópolis, zona Sul, cujo estilo passa longe do clichê do paletó e Bíblia na mão; e a Nairóbi, uma tombadora, falante e estilosa, da Cidade Tirandentes, zona Leste, que ilustra bem essa nova faceta do movimento negro. Um evangélico, clássica figura do cenário periférico; e uma tombadora, nova cara do Brasil. Parecia um equilíbrio massa pra retratar a juventude e seus hábitos de consumo.

Colamos com os dois nos seus rolês, nas suas compras e nas suas casas. Conhecemos suas famílias, seus passados e fomos pedir ajudar pra duas psicanalistas para descobrir como nossas personalidades são influenciadas pelas marcas, pelas famílias, pelo desejo de consumo e pelo desejo de aceitação. Essas reflexões e descobertas formam essa grande reportagem multimídia com webdocumentário, infográfico interativo, quiz, fotos e textos. Pronto pra embarcar na #IdentidadeParcelada? Você pode conferir todo esse trampo clicando aqui. 

1 Comentário

  1. Olá pessoal querido da Énois, gostei muito do documentário Identidade Parcelada e sou prova de que este fato realmente acontece frequentemente. Sou psicóloga e supervisionava os abrigos para menores da minha cidade.Percebia que quando arrumávamos um emprego para os adolescentes , a primeira coisa que faziam ao receber o primeiro salário, era comprar um celular de última geração ou um tênis dos mais caros . Apesar da nossa orientação, de que precisavam guardar seu dinheiro para quando saíssem da Instituição aos 18 anos, nada adiantava. Era questão de honra para eles ter este “bendito aparelho”, ou um tênis dos mais caros, pagando a duras penas em suaves prestações . Ficando claro para nós que precisavam “ ter coisas” que todo mundo tem, antes “de ser qualquer coisa na vida”.

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