A Escola de Jornalismo e Agência se juntou e inaugurou uma nova fase da organização. Uma residência para oito jovens ex-alunos que envolve, além de jornalismo, áreas de gerenciamento e captação com um mesmo objetivo: construir um jornalismo diversificado e representativo

Era uma vez uma escola de jornalismo que formava jovens das periferias e uma agência que apoiava a produção e ajudava a abalar estruturas no jornalismo. As duas eram parte da Énois e tinham a missão de construir um jornalismo diverso, que busca pontes e que se repensa. Essa história chegou ao fim.

Calma! A EJ não acabou, é outra. Tem quem diga que virou pós-graduação.

Entendemos que é preciso pensar e experimentar a diversidade além da produção jornalística – na gestão da grana e das pessoas, na captação e nas estruturas jornalísticas – e a Énois será esse espaço. A agência e a Escola de Jornalismo agora se fundiram. 

Como assim? 

Não haverá um processo seletivo, nem a formação nos moldes do que temos feito desde 2016. Nos últimos 4 anos de formação, passaram por aqui mais de 40 jovens de diversas regiões das periferias de São Paulo, produzindo, aprendendo e fazendo jornalismo na prática.

8 deles voltaram e serão, durante um ano, a nova cara da ÉNOIS.

Equipe de Residentes  2020: Sanara, Bruna, Kelayne, Guilherme, Glória (de pé, da esq. para dir.), Gabriella, Mel e Kayam (sentados).

Durante a residência eles vão aprender, ajudar a construir e tocar todas as áreas e projetos da organização. Estão criando até o próprio percurso de formação, que passa por todas as áreas – da gestão à produção – junto com toda a equipe. E na sequência, vão desenhar um caminho formativo de abertura à diversidade para as lideranças.

A Énois vira uma organização que aprende com si mesma – e ainda quer sistematizar pra depois compartilhar com o mundo. Tem residentes em todos os eixos de gestão (a parte que dá a estrutura para tudo rolar) e operacionais (que desenvolvem os projetos). 

Ganha uma estrutura de construção aberta de projetos, cuidado com os registros e o olhar para os aprendizados e para as pessoas. Fica atenta para compartilhar com o mundo metodologias e saberes que tornam o jornalismo mais inclusivo e fortalecido no seu papel social. Também podem esperar que o desenvolvimento de todo esse processo de gerenciamento seja discutido abertamente.

Para fazer tudo isso rolar, os residentes 1 e 2 estarão distribuídos em 3 eixos de operação: Jornalismo Local, que quer fortalecer o jornalismo nos territórios para reduzir os desertos com treinamentos, troca de conhecimento e diálogo com o poder público; Gestão e Estrutura Jornalística, para apoiar na construção de um campo jornalístico mais diverso e sustentável; e Produção e Distribuição, uma área que vai experimentar jeitos novos de fazer jornalismo e alcançar a sociedade. E 3 eixos de gestão: Administrativo Financeiro, que cuida da grana e prestação de contas; Captação, que vai atrás do dinheiro; e Gestão Institucional, que desenha os processos, sistematiza os aprendizados e cuida das pessoas. Juntes, uma equipe de 14 pessoas vai tocar a Énois em 2020.

A proposta é fazer com que esses 8 jovens passem por um laboratório de formação e produção jornalística, olhando para toda a Énois e para o campo jornalístico. Essa revolução será aberta, sistematizada e replicada. É pra chegar mais longe.

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