Manual de Diversidade no Jornalismo

A imprensa no Brasil nasceu das mãos de D. João VI pra registrar o que acontecia na colônia e, desde então, continuou nas mãos de quem tinha mais poder aquisitivo. E isso rende problemas até hoje, como a falta de diversidade nas redações, no público-alvo, nos processos seletivos, na chefia, nas fontes procuradas e até mesmo na linguagem utilizada pra falar de tudo isso.

Esse manual é um guia aberto e não definitivo pra uma prática jornalística mais consciente. Ele foi criado de maneira colaborativa por um grupo de jornalistas do centro e das periferias num debate sobre como ocupar a imprensa tradicional com pautas mais diversas. Tudo isso pra que as redações reflitam sobre a diversidade de pontos de vista que existem no nosso país. E, se o jornalismo quer falar sobre o mundo real, nada melhor do que colocar o mundo real pra dentro da imprensa.

Aproveitado o embalo, você sabe por que todo mundo deveria aprender jornalismo?

Clica aqui.

Monitorando a mídia

De frente para o crime, de costas para a favela: Matéria da Folha de S. Paulo diz que “João Doria, pretende acabar com a favela do Moinho, apontada pela polícia como fornecedora de drogas para a cracolândia a 1 km dali; moradores seriam levados para outro local”. A ombudsman Paula Cesarino Costa aponta a generalização que criminaliza todos os moradores da comunidade.

Carroceiro morre após ser baleado por policial militar em Pinheiros, em SP: Ao usar o termo ‘morre após ser baleado’, a matéria da Folha que S. Paulo ameniza morte de carroceiro, (morto com tiro à queima-roupa de um PM). “Evasivo assim, reducionista assim, superficial assim”, afirma o jornalista Tony Marlon. “Entendeu por qual motivo a gente precisa ter, cada vez mais, outros sujeitos comunicativos com condições de produzir e distribuir comunicação na cidade? para contrapor visões de mundo, e uma imprensa que, vira e mexe, só é uma extensão dos canais oficiais”, diz. 

Financie a Escola de Jornalismo via Proac ICMS

A gente foi aprovado no Proac ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços). Isso significa que a Escola de Jornalismo pode ser financiada também via lei de incentivo e a gente vai conseguir formar os jornalistas do futuro com a grana desse imposto!

Como funciona?

A empresa que investir na gente (ao todo, são R$183 mil pelo Proac) vai sentar com a nossa equipe jovem pra recortar um tema a ser investigado de maneira livre e instigante pra nossa turma.

E o que você ganha com isso?

Além de contribuir com a produção jornalística e com a cultura e a identidade jovem, esse produto pode ser utilizado pela marca como advocacy para alguma questão importante que querem trabalhar e também em seus conteúdos próprios, com ampla divulgação online (em canais parceiros nossos e na nossa newsletter) e offline (em eventos culturais).

Curti! E agora?

Você conhece alguma empresa que queira entrar nessa com a gente e fortalecer o jornalismo jovem da Escola de Jornalismo da Énois? Então manda um e-mail pra amanda@enoisconteudo.com.br. 

Participe da campanha de financiamento recorrente da EJ

Investe na gente clicando aqui

O jornalismo tá passando por maus bocados: demissões em massa e redações pouco diversas, com maioria de homens brancos.

A gente quer mudar isso fazendo a melhor escola de jornalismo do mundo pra todo mundo.

A Escola de Jornalismo da Énois forma, anualmente, 10 jovens, de 16 a 21 anos, de várias periferias de São Paulo e traz novas formas de olhar e discutir o mundo. Essa galera ganha uma bolsa-estágio de R$ 500 pra ajudar no transporte e dar um gás nas apurações.

Mas a gente precisa da sua contribuição pra manter essa engrenagem funcionando.

Grande parte dos nossos recursos vem de serviços que a gente presta pra marcas e instituições. Com o seu investimento, a gente pode ensinar jornalismo com uma grana independente de projetos de empresas.

Quantos dinheiros isso custa?

Com R$10 por mês (ou mais, claro, por que não, né) você apoia a formação anual dessa moçada e financia suas produções independentes. E você pode acompanhar tudo o que está sendo feito por aqui através das nossas páginas nas redes sociais ou pela nossa newsletter, que você pode se inscrever lá no nosso site.

Pra gente se conhecer mais

A gente falou bastante e nem se apresentou direito, né? Somos a Escola de Jornalismo da Énois! Temos aulas presenciais às terças, quartas e quintas, e a primeira plataforma online de ensino de jornalismo do Brasil: escoladejornalismo.org.

Uma fotinho da galera da Escola de Jornalismo 2017

Turma da Escola de Jornalismo 2017

Conheça nossa história completinha clicando aqui. 

Por que nós somos diferentões?

A gente te dá quatro motivos:

  1. A gente discute valores e visões de mundo do jornalista, pra enxergar além da bolha de cada um, e convida jornalistas de diversos veículos pra trocar experiências;
  2. A cada 3 meses, nossa equipe tem a missão de publicar um produto jornalístico bacaníssimo e distribuir ele por esse mundão;
  3. Cada um ganha uma bolsa-estágio de R$500 pra estudar.
  4. Veículos como UOL TAB, HuffPost Brasil, Periferia em Movimento, Afroguerrilha, Catraca Livre, Agência Pública e Futura são alguns dos nossos parceiros pra produção e distribuição dos nossos trampos.

O que a gente já fez por aqui?

Se liga nas produças da turma da EJ no ano passado:

   Identidade Parcelada Uma mega reportagem multimídia sobre consumo, identidade e juventude periférica, com direito a webdocumentário, infográfico interativo, quiz, fotos e textos. (clique e veja)

   Prato Firmeza O primeiro guia gastronômico das periferias de São Paulo. (clique e veja)

Além disso, se liga nas nossas produças em parceria com o UOL TAB

  • Capital para Todos: A filosofia de negócios que une lucro e ativismo promete reinventar a economia global.

  • Bancada Jovem #SQN: Deputados mais novos da Câmara mostram que juventude não é, necessariamente, sinônimo de novas ideias.

  • Marcha Soldado: Sonhos, pressão e dilemas: do que são feitos os novos policiais militares de SP.

  • Miligramas por vaga: Como o vestibular está criando uma geração movida a remédios controlados.

E por que aprender jornalismo é tão importante?

Nos tempos das redes sociais, de notícias falsas sendo compartilhadas, de opinião confundida com informação, é importante estar atento pra não ser engolido por essa avalanche de confusões.

Compreender a mídia é essencial hoje em dia, já que grande parte da formação cultural e social que temos vem daquilo que gente consome nas redes sociais. A mídia já não é mais um dos influenciadores da nossa cultura. Com a evolução da tecnologia, a mídia se tornou a própria cultura.

Só que a produção jornalística tá nas mãos de gente branca e de classe média ou alta.

A gente precisa aprender jornalismo pra saber como ele é feito até chegar na gente, pra gente deixar de ser ingênuo e pra saber como as mensagens podem impactar na nossa sociedade.

Se liga nas nossas reflexões

Aqui, a gente tem alguns textos que mostram o que a gente vem aprendendo ensinando e discutindo jornalismo na Escola de Jornalismo

Investe na gente clicando aqui

#nanobolsaciência | Como nossos hábitos impactam a química no corpo?

Todos os dias trilhões de reações químicas acontecem no seu corpo. Elas te mantém vivo, mas não só isso: elas fazem o seu coração acelerar quando o crush aparece, você ficar sem sono na véspera do Enem e seu corpo responder mal a uma dieta que deu ruim.

A gente quer olhar para a química da nossa vida: como nossos hábitos impactam a química no corpo? E pra investigar o tema, entram em cena as nossas nanobolsas.

As melhores pautas relacionadas ao assunto vão receber R$ 500 pra serem apuradas, produzidas e entregues. Se você gosta de jornalismo de ciência e tem entre 16 e 21 anos, corre pra participar!

Mande sua sugestão de pauta em https://goo.gl/6y5SIS. 

As inscrições vão até quarta, dia 19/04.

Eleições: por dentro da Fundação Casa

Em ano de eleições municipais o Brasil atravessa uma difícil crise político-econômica. E se está difícil saber em quem votar, imagina para quem não tem acesso à internet, não pode pesquisar sobre os candidatos e nem assistir aos debates. Essa é a realidade de 1.080 eleitores do estado de São Paulo internados em unidades da Fundação Casa.

Continue reading → Eleições: por dentro da Fundação Casa

#nanobolsa | Jovens políticos

por Lucas Alves

O jovem sabe cada vez melhor como fazer política. Nos sentimos livres para postar nossas opiniões na internet, debater com os amigos, criticar políticos, ir para as ruas para reivindicar direitos e até entrar para coletivos em favor de uma causa. No entanto, são poucos os que tentam levar essa participação para o lado institucional, lançando uma candidatura para ocupar um cargo político. Nesse caso, os jovens enfrentam um caminho difícil, marcado pela baixa representatividade, falta de apoio do partido e dificuldade em levantar dinheiro para a campanha.

Continue reading → #nanobolsa | Jovens políticos

#nanobolsa | Souza Franco: Por uma escola e por todas

As manifestações de estudantes por melhores condições na educação começaram em São Paulo em 2015, onde mais de 200 colégios foram ocupados pelos secundaristas, e se expandiram pra 19 estados.

A primeira reportagem financiada pelos apoiadores da Escola de Jornalismo fala das mobilizações na escola estadual Souza Franco, de Belém do Pará, mostrando que os problemas de lá são parecidos com os que rolam na maior parte do país. Continue reading → #nanobolsa | Souza Franco: Por uma escola e por todas