A necessidade de cobrir as periferias durante a pandemia do coronavírus

 


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O coronavírus está fazendo a gente questionar nosso rumo como sociedade, como indivíduo e também como imprensa. Não tem momento mais propício e inescapável para repensar e se reconectar com o jornalismo como papel social e serviço para o público do que esse.

Desde que o vírus chegou ao Brasil, há um mês, vai caindo nossa ficha sobre a necessidade de se proteger para evitar sua propagação e, por consequência, a quebra do sistema de saúde. É um caso extremo em que se cuidar é cuidar de todos e, mais ainda, dos mais frágeis. E como o jornalismo está fazendo isso? Será que está?

A doença chegou trazida por quem viaja pra fora do país e muito da cobertura esteve voltada para esse público de elite e o de sempre: números macro do país e do mundo, quarentena na volta do exterior, cobertura de planos de saúde. À medida que os casos foram aumentando e a realidade dos outros países começou a ser espelho para a nossa, home office virou palavra de uso corrente.