Diversa

Como os jovens consomem notícias?

31 de Agosto de 2020

 As redes sociais são a principal fonte de notícias para 91% de jovens

Lá em fevereiro, começamos a desenhar o Reload, junto de ((o))eco, Agência Lupa, Agência Pública, Amazônia Real, Congresso em Foco, Marco Zero Conteúdo, Ponte Jornalismo, Projeto #Colabora e Repórter Brasil.

Nós queríamos traduzir o conteúdo produzido por essas organizações para uma audiência urbana e jovem, com idade entre 18 e 28 anos. Decidimos começar, então, pela pesquisa. Fomos ouvir jovens para saber como consomem notícias.

Apresentamos aqui o resultado dessa escuta.

Descobrimos que 75% dos jovens respondentes consomem notícias na internet diariamente. Os horários mais frequentes de consumo de notícias são das 9h às 13h e das 19h às 22h. As redes sociais são a principal fonte de notícias para 91% destas e destes jovens. Também se destacam os podcasts, consumidos por 48%. Esse resultado acompanha uma tendência mundial. Como apontou o último Relatório de Notícias Digitais da Reuters, “o crescimento do smartphone também tem impulsionado a popularidade dos podcasts, especialmente entre os jovens.”

70% responderam que o Instagram é a principal rede usada para se manterem informadas e informados. 85% disseram consumir vídeos através da assinatura dos canais e perfis preferidos no YouTube, Facebook ou Instagram. Já 60% disseram que pesquisam por assunto e assistem aos vídeos que vierem no resultado da busca.

Percebemos pelas entrevistas que os jovens valorizam conteúdos personificados na figura de uma influenciadora, artista, jornalista ou pessoa referência no assunto, que fala diretamente com seus seguidores. Informações sintéticas de impacto e conteúdos didáticos são bastante característicos desses ambientes digitais.

Aliás, quatro pesquisas e levantamentos lançados em 2020 apontam que conteúdos didáticos ou explicativos continuam em alta entre jovens. Ao mesmo tempo, o levantamento da Reuters indica que os veículos de mídia são vistos como maus explicadores.

Quase dois terços dos entrevistados sentem que os veículos são bons em trazer atualizações para as pessoas (62%), enquanto metade acha que não são tão bons em ajudar as pessoas a entenderem as notícias (51%).

É por essas e outras que, além do formato, a linguagem desempenha muita importância no engajamento do público jovem. Foi por isso também que criamos um canal que apresenta a informação em diferentes formatos e linguagens de vídeo que são populares entre jovens.

O canal será lançado amanhã, no dia 1º de setembro. Você vai poder conferir os vídeos no YouTube e no Instagram. Dá pra acompanhar também pelo Twitter e Facebook.

No Reload, dez organizações de jornalismo se juntam em uma redação compartilhada para produzir conteúdo em vídeo a partir de suas reportagens. O projeto tem apoio da Google News Initiative. Vamos “remixar” conteúdos de ((o))eco, Agência Lupa, Agência Pública, Amazônia Real, Congresso em Foco, Énois, Marco Zero Conteúdo, Ponte Jornalismo, Projeto #Colabora e Repórter Brasil. A grade de programação é decidida colaborativamente, e o conteúdo final é construído junto com jovens comunicadores de diversas regiões, origens e trajetórias.

Para acessar a pesquisa completa e ter mais detalhes, clique aqui.

NO RADAR

► O jornalista norte-americano Lance Dixon fala neste texto sobre os desafios de ser um comunicador negro cobrindo as manifestações raciais e assassinatos de jovens negros nos EUA e o impacto em sua saúde mental: “Ser confrontado com a lista de nomes, imagens, histórias, vídeos, gritos e gritos não cria uma nova onda de emoção. É o mais recente em um oceano pelo qual tenho navegado enquanto me aproximo de uma década como jornalista profissional.”

► Mapa expõe a brutalidade policial, o racismo e a necessidade de mudança em 4.352 comunidades em todo o mundo. As marcações são de publicações na internet onde protestos, marchas, vigílias e manifestações ocorreram, alguns em lugares distantes como Karachi, Paquistão e Binish, uma cidade na Síria devastada pela guerra.

► 5 dicas para cobrir o impacto do coronavírus em comunidades não-brancas e pobres. Uma delas: a história é mais importante do que a pandemia. O coronavírus expôs ainda mais as desigualdades em áreas como habitação, emprego e salários. A cobertura deve focar nessas temáticas, garantindo o debate sobre o aumento do salário mínimo, construção de moradias e melhoria da educação pública.

 

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