RA #23 | Como cobrir e fiscalizar a atividade policial

Oi, aqui quem fala é Alice de Souza, coordenadora de sistematização da Énois. 

Como vai? Vim falar de um assunto sério, doloroso e frequente, para fazer um convite.

A chacina no Jacarezinho e o assassinato de Kathlen Romeu, no Rio de Janeiro, os olhos atingidos de Jonas Correia e Daniel Campelo, durante o #29M no Recife, são exemplos recentes da violência policial. Três casos de uma questão que parece rotina. Se olharmos para trás, quase todos os dias, não vamos deixar de contar corpos atingidos, física e psicologicamente, pelas forças oficiais de segurança do estado. 

A violência policial acontece com abusos de autoridade, questionamentos, humilhações, violência verbal e física, como os assassinatos. No Brasil, as mortes decorrentes de intervenção policial cresceram 6,6% quando comparados os dados dos primeiros semestres de 2019 e 2020, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em estados como o Rio de Janeiro e São Paulo, em 2019, a quantidade de vítimas esteve acima da média histórica.

Essa violência letal, em sua maioria, têm a mesma mira, como mostram dados da Rede Observatório de Segurança, compilados pela campanha #PorQueEu?, uma iniciativa do #data_labe junto ao @_direitodedefesa para pressionar o Judiciário, o Ministério Público e os governos a frear as ações discriminatórias e fiscalizar de maneira efetiva a ação policial. Segundo eles, a população negra representa 86% do índice de pessoas mortas pela polícia no estado do Rio em 2019. Em São Paulo, o número chegou a 62,8%. No Brasil, são 79,1% das pessoas mortas em intervenções policiais, de acordo com o FBSP. 

E o jornalismo, como vem cobrindo o tema? Nos Estados Unidos, a morte de George Floyd motivou o debate sobre mudanças necessárias na cobertura da segurança pública. No Brasil, os episódios recentes mostram que deixar o sensacionalismo de lado, a exibição de cadáveres e sangue nas páginas policiais, não garante uma cobertura comprometida com as vítimas e os direitos humanos.

Precisamos avançar muito, mas como fazer isso atuando desde o jornalismo local e as periferias?  Como, por que e quando ir além da versão da polícia? Como não contribuir para a reprodução do racismo estrutural a partir da cobertura de segurança pública? Todas essas perguntas nortearão o Redação Aberta #23 – Como cobrir e fiscalizar a atividade policial.

O encontro, gratuito, acontece no dia 06/07, das 10h às 11h30, por Zoom. Irão participar do encontro mensal promovido pela Énois, em parceria com o City Bureau, Cecília Olliveira,  jornalista investigativa dedicada à cobertura do tráfico de drogas e de armas e da violência, e diretora do Instituto Fogo Cruzado; Elena Wesley, coordenadora de conteúdo do Data_labe e gestora da Agência Narra; e Inês Campelo, cofundadora e presidenta da Marco Zero Conteúdo e parte do Conselho Editorial do Canal Reload.

Para participar basta se inscrever pelo link: http://bit.ly/redacao23

Serviço

Redação Aberta | Como cobrir e fiscalizar a atividade policial

Com Cecília Olliveira, jornalista investigativa dedicada à cobertura do tráfico de drogas e de armas e da violência, diretora do Instituto Fogo Cruzado; Elena Wesley, coordenadora de conteúdo do data_labe e gestora da Agência Narra; e Inês Campelo, cofundadora e presidenta da Marco Zero Conteúdo, parte do Conselho Editorial do Canal Reload.

Data: 06/07, das 10h às 11h30, via Zoom

O Redação Aberta é uma parceria da Énois com o City Bureau. Acesse os conteúdos das edições anteriores clicando aqui. Doe para a Énois e ajude a gente a continuar impulsionando a diversidade no jornalismo: benfeitoria.com/enois

Em caso de dúvida, escreva para mim: [email protected]

Um abraço, 

Alice de Souza

Coordenadora de Sistematização

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