Diversa

Sejam bem vindes ao Prato Firmeza Preto

18 de Novembro de 2020

Oi pessoal, tudo indo por aí? Aqui é a Gabi Mesquita, residente da Énois.

Acho que vocês já ouviram falar do Prato Firmeza, né? O guia gastronômico das quebradas de São Paulo? Não? Então peraí que eu vou sentar virtualmente com vocês com um cafezinho pra compartilhar tudo que está pegando com esse projeto chique e querido da Énois.

Neste ano o guia chega em sua quarta edição, que vai ser lançada oficialmente nesta sexta, dia 20 de novembro no site do Prato Firmeza.

Com o Prato Firmeza, aprendemos que é muito importante pensar na distribuição dos projetos que criamos. Afinal, onde e pra quem queremos distribuir a história do Prato Firmeza é um ponto importantíssimo nos trampos que fazemos. Foi logo depois de uma grande parceria com a Feira Preta em 2019, para distribuir o Prato Firmeza volume 3, que fortalecemos o laço com parcerias e pessoas que nos identificamos e se identificam com a gente!

E nós sabemos que é não é de hoje que falar de periferia também é falar de negritude. Metade das mais de cem empreendedoras/empreendedores nas três primeiras edições do guia se declaram pretas ou pardas, além dos jornalistas que criaram e escreveram o livro.

Chegamos em 2020 e ao quarto volume com o Prato Firmeza Preto: empreendedorismo negro e identidades, em parceria com a Feira Preta. Mas dessa vez em uma pandemia, ou seja, fazendo toda a produção à distância — e falando de gastronomia na perspectiva de raça e territorialidade. Produzimos uma obra totalmente dedicada a mapear empreendimentos gastronômicos de pessoas negras da capital e região metropolitana de São Paulo.

Você está vendo a capa lindona do Prato Firmeza Preto em primeiríssima mão. Quem fez a capa e todo o design desta edição foi a diretora de arte do projeto, Milo Araújo, uma das tantas mãos que tocaram nesse projeto e o fizeram acontecer.

Não foi nada fácil fazer um guia gastronômico com tanta diversidade de comidas, histórias e com uma equipe grande na pandemia do novo coronavírus. Nós montamos uma logística própria com entregadores para que cada repórter fizesse sua degustação à distância. E cada um em um canto da cidade, hein!

Convidamos uma galera maravilhosa pra se juntar a essa produção. Além do povo aqui da Énois, tivemos a honra de trabalhar em parceria remota com repórteres e produtores da Agência MuralPeriferia em MovimentoAlma Preta, Vozes das Periferias, Preto Impérioe Feira Preta. Foi uma equipe com mais de 30 pessoas, a maior da história do Prato Firmeza. Todas pessoas remuneradas de forma justa pelos seus trampos, claro, e constituída por repórteres e profissionais da comunicação e da gastronomia negros e negras.

A nova edição do livro ficou dividida em oito capítulos, assim: o primeiro capitulo é o Quem faz o corre, onde mostramos a história de quatro entregadoras e entregadores negros e negras da cidade que colaram com a gente nessa correria que foi falar de comida e raça nos primeiros meses da pandemia do Covid-19.

Depois imergimos em um papo sobre o ato político que é cozinhar e resistir para quem é preto, seguindo na luta de não deixar a tradição morrer e colocando comida ancestral afro-brasileira e africana na mesa. Você vai poder ler sobre isso no capítulo Resgate e Ancestralidade.

O que deu vida ao capítulo feito especialmente para falar do prato enraizado nos terreiros de candomblé: o Acarajé. Seguimos com Doces e afetos, onde contamos histórias e apresentamos receitas (de dar água na boca e lacrimejar os olhos) de doces deliciosos e bonitões feitos com amor, afeto e claro, empreendedorismo.

Pensando no corre de fazer um negócio, trazemos o capítulo Black Business, para celebrar e conhecer mais ideias de empreendedores pretos que estão prosperando. Sem deixar de dar um rolê No centro, onde vamos imergir na cultura afrodiaspórica presente neste território majoritariamente tomado de cozinheiros, chefs e público brancos.

Sem deixar de passearmos no pertencimento que sentimos na quebrada e na comida da esquina de nossas casas, temos o capítulo De Quebradinha. Aqui falamos das memórias afetiva e viva, ligadas à comida das quebradas que vivemos.

Por último e importantíssimo, focamos em olhar para o que vai Além do Prato. Projetos de educação ambiental, empreendimento multiplataforma de buffet e algumas histórias que ultrapassam as barreiras da cozinha e do empreendedorismo e vão pra rua, pro mundo!

Nessa produção, também passamos a conhecer mais ainda a galera que nos acompanha de fora. Aqueles que nos seguem há todos esses anos nas redes sociais e também quem começou a chegar por agora. Aliás, se ainda não tá seguindo o Prato Firmeza, aproveita e segue no nosso Instagram, Facebook ou Twitter.

Conectamos o guia gastronômico das quebradas de São Paulo da forma mais online que conseguimos e demos início ao processo de comunicar e expor nossos trabalhos e ideias nas redes sociais do Prato Firmeza, com nossos velhos e novos amigos virtuais, que chegaram depois da pandemia e com a nova edição do guia.

Através das redes, pudemos saber mais sobre essa galera, que é majoritariamente de quebrada e que ADORA cozinhar. Além de serem, em sua maioria, mulheres entre 24 e 34 anos. Aqui no eixo de Produção e Distribuição, esses dados são a chave para sabermos onde, como e a quem queremos informar sobre gastronomia periférica. Nosso público estava em nossa mente a cada passo que demos na construção do Prato Firmeza Preto.

Em breve vocês vão poder conferir o resultado!

Um abraço,

Gabi Mesquita
Produtora do Prato Firmeza e residente no eixo de Produção e Distribuição

NO RADAR

► Acompanhe a programação do Festival Feira Preta, que esse ano acontece online. Diversos empreendedores do Prato Firmeza Preto vão participar de lives, painéis, podcasts e tutoriais de receitas a partir do dia 20 de novembro. Não perde!

► No dia 20, às 18h, vamos #sextar com uma live no Instagram pra brindar o lançamento do Prato Firmeza Preto. Cola com a gente! Bora abrir aquela cerveja ou fazer aquele drink pra celebrar esse momento juntes.

► Sanara Santos, jornalista e residente da Énois, escreveu esse potente relato para AzMina sobre o dia em que recebeu o diagnóstico do HIV. Ela coloca em pauta a importante necessidade, ainda hoje, de jornalistas cobrirem a doença.

O Prato Firmeza é um projeto feito via Lei de Incentivo à Cultura, com apoio da Fundação Cargill e patrocínio da Abril, Atacadão, Total Express e Uber. Agradecemos demais à todos coletivos que somaram nessa história, a galera da Énois, à Feira Preta e aos nossos queridos patrocinadores.

Um salve e muito obrigada também a todes apoiadores da Énois ♥

Ana Luiza Gaspar, Amanda Rahra, Angela Klinke, Anna Penido, Bernardo de Almeida, Camila Haddad, Carolina Arantes, Claudia Weingrill, Daniela Carrete, Danielle Bidóia, Danilo Prates, Darryl Holliday, Felipe Grandin, Fernanda Miranda, Fernando Valery, Flavia Menani, Fred Di Giacomo, Frederico Bortolato, Giuliana Tatini, Guilherme Silva, Juliana Siqueira, Júnia Puglia, Larissa Brainer, Luciana Stein, Mauricio Morato, Natalia Barbosa, Nataly Simon, Rafael Wild, Renata Assumpção, Susu Jou, Tatiana Cobbett, Vanessa Adachi, Vinícius Cordeiro e Vitor Abud.

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